'Preconceito dá câncer', diz Minc em Parada Gay
- Roberto Requião relacionou câncer de mama em homens a 'passeatas gay'.
- Público lota a Praia de Copacabana.

Foto: Carolina Lauriano/G1
Público se diverte na 14ª Parada Gay, em Copacabana
A chuva não dá trégua na cidade do Rio, mas o público parece não se importar: uma multidão lota a orla de Copacabana, Zona Sul do Rio, na 14ª Parada do Orgulho Gay, que acontece neste domingo (1º). Na abertura do desfile, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, deixou um recado para o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que disse em um programa de televisão que o câncer de mama em homens “deve ser consequência de passeatas gay”:
“Preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar. O que cura o preconceito e a doença é a solidariedade”, disse Minc.
“Preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar. O que cura o preconceito e a doença é a solidariedade”, disse Minc.
Minc também retomou a polêmica com o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, durante seu discurso na Parada Gay. "Outro governador ficou chateado comigo porque eu queria defender o Pantanal e disse que ia me violentar. É uma cabeça troglodita de quem pensa como se estivesse na época da Inquisição”, atacou.
O governador do Paraná alegou no dia 28 que quis apenas alertar para os riscos do abuso de hormônios femininos quando relacionou o câncer de mama masculino a paradas gay.
Em setembro, Puccinelli chamou o ministro de “veado e fumador de maconha”. À época, Minc não deixou por menos e disse que o governador devia “cuidar do homessexualismo que existe dentro dele”.
Em setembro, Puccinelli chamou o ministro de “veado e fumador de maconha”. À época, Minc não deixou por menos e disse que o governador devia “cuidar do homessexualismo que existe dentro dele”.
Depois dos ataques contra Minc, o governo de Mato Grosso do Sul emitiu uma nota em que Puccinelli pedia desculpas pelas declarações. Na nota, o governo de Mato Grosso do Sul lamentou a "conotação ofensiva atribuída às declarações" e disse que “quaisquer desdobramentos alheios devem ser entendidos como inapropriados e, se gerarem ofensa ao ministro Carlos Minc, o governador André Puccinelli ratifica suas desculpas”.
Cabral: "Lamento que haja político atrasado dessa maneira"
O governador Sérgio Cabral, acompanhado da primeira-dama, Adriana Ancelmo, também comentou o fato: “Eu lamento, não há nada mais nojento do que o preconceito. Lamento que haja político atrasado dessa maneira”.

Foto: Carolina Lauriano/G1
Depois do hino oficial da Parada, todos se beijaram, inclusive Sérgio Cabral e sua mulher
Cabral afirmou ainda que o preconceito não deve ser mais tolerado no país: “O Rio será sempre a vanguarda dos direitos civis no Brasil”.
O travesti Jane Di Castro cantou o hino nacional, enquanto todas as autoridades davam as mãos e faziam o coro. Em seguida, o hino oficial da Parada, “O bom é beijar”, foi cantado e todo o público foi convidado a se beijar na mesma hora, depois de uma contagem regressiva. Estavam presentes também a atriz Letícia Spiller e a cantora Teresa Cristina.
O travesti Jane Di Castro cantou o hino nacional, enquanto todas as autoridades davam as mãos e faziam o coro. Em seguida, o hino oficial da Parada, “O bom é beijar”, foi cantado e todo o público foi convidado a se beijar na mesma hora, depois de uma contagem regressiva. Estavam presentes também a atriz Letícia Spiller e a cantora Teresa Cristina.
Foto: Carolina Lauriano/G1
Público lota Parada Gay em Copacabana
Coordenadoria GLBT
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, não participou da abertura do desfile, mas falou com a imprensa antes do evento começar. Ele se comprometeu a criar a Coordenadoria GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) e ainda apoiar de forma sistemática todas as bandeiras do grupo. De acordo com Eduardo Paes, a nova equipe será criada a partir de reuniões com representantes do movimento. Paes também lançou o desafio de fazer, em 2010, a Parada Gay do Rio maior do que a de São Paulo.
"O Rio é o lugar mais aberto do Brasil, é um lugar que tem a marca do não-preconceito, de aceitar a tudo e a todos, da maneira como as pessoas são. Na verdade, quando as pessoas chegam ao Rio de Janeiro elas é que se viram rapidamente cariocas", disse o prefeito.
Ele entregou a chave da cidade para Cláudio Nascimento, organizador do evento e superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.



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